Zero vírgula oito ou oito mil

"Mas ela era tão dos vera. Daquelas que decide sem medo. Que não espera. Com ela era zero vírgula oito ou oito mil. Vai ou fica. Não insista."

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013


Acorda absurda!

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"Você sempre mentiu perdida em seu olhar, por que você continua procurando onde agora não há nada?"




Posso começar dizendo que essa história teve um ponto final, um ponto totalmente definitivo. 
Tem certas coisas na vida, que se tornam cansativas e você acaba se esgotando de tudo. Você passa anos e anos se dedicando a alguém importante, e que você realmente acha especial, e aí a pessoa vem e te decepciona de uma maneira imaginável.
 Confesso, que muitas vezes a vida me surpreendeu e ainda me surpreende. Fico meio frustada, sabe? Vejo as pessoas sempre se dando bem, e fico imaginando: Como é possível só a minha vida dar errado? Talvez eu não tenha vindo nesse mundo para dar certo... Ou talvez, as coisas só comecem a funcionar quando eu já tiver esgotada de tudo, e não estiver mais ligando se vou estar bem no dia seguinte, se vou chorar, se vou sorrir, é tudo questão de não ligar.
 Tenho feito isso ultimamente. Não tenho mas expectativa nenhuma, e é assim que tenho sido recompensada. De uma hora pra outra as coisas começaram a se ajeitar, não digo no amor, longe disso. Na verdade, acho que eu e esse tal de "amor" que tanto falam, não cabemos na mesma frase.
Estranho, como isso passou a ser apenas mais uma fatalidade da vida. Quando uma coisa acontece sempre, isso acaba virando uma rotina, e acho que eu me dei tanto mal nessa coisa de amar e ser amada que isso passou a ser uma rotina, uma coisa que eu faço sempre e ás vezes sem perceber. Um fato inanimado e que tem se tornado desnecessário ao extremo. 
É como eu sempre digo: Não me deixe desistir de uma coisa, porque quando eu desisto é difícil eu voltar atrás. 
Me tornei assim após escutar uma música que me fez refletir em diversos aspectos. Engraçado, não é mesmo? Uma música traduzir tamanhos sentimentos, e te fazer voltar no passado e seguir adiante no futuro. E para que investir em um futuro que você tem certeza que não dará certo? Porque investir em uma coisa que nunca vai mudar? Posso ser tola de pensar assim, mas é a verdade. No final disso tudo, quem sofre, quem passa noites em claro, chorando, e tentando fingir que está tudo bem é quem investe em uma coisa sem futuro, sem andamento. Não faz sentido! 
Não faz sentido, se permitir a sofrer por sua própria culpa. 
Muitas vezes eu me permitir, me permitir chorar dias e dias, achando que no final tudo daria certo, assim como nos filmes, ou nos livros de romance. Pobre ilusão... Anos jogados no lixo, sentimentos jogados no lixo, choros jogados no lixo, amor jogado no lixo... É inevitável, você pode se iludir em uma fase da sua vida, você pode fantasiar um mundo totalmente oposto a realidade, mas no fim... Ah, o fim, que palavra pequena e que causa um rebuliço tão grande, uma palavra que nem se quer sabe-se lá se existe. 
Fim.
E o seu fim? Vai deixar que alguém te impeça de chegar nele? Vai deixar algo destruir o seu fim? O seu tão fantasiado fim? O seu fim, é você quem escreve. Comece se amando, comece engolindo seus sentimentos, e tomando qualquer remédio que façam as borboletas do seu estômago não despertarem. Esqueça tudo o que te faz mal, tudo que te atrasa e o mais importante, nunca ande para trás, nunca persista no passado, porque infelizmente o passado te impede de seguir em frente, o passado te impede de ser feliz, e quem sabe talvez de conhecer um novo amor.

Menina, não cometa o erro de se iludir, nem sempre as coisas aparentam ser como são. 

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